O conceito de ecovila se funda em três pilares da sustentabilidade: econômico, ambiental e social e foi apresentado em 1991 na Dinamarca a partir de assentamentos humanos identificados em vários países europeus. O elemento comum entre todos eles era o sistema de valores adotado por pequenas comunidades, integradas à natureza e demonstrando que viver de forma simples vale a pena, produzindo pessoas felizes e saudáveis.
Assim, o que caracteriza as ecovilas é o conjunto de valores seguidos por seus participantes, o que faz cada comunidade única e transforma o estar numa ecovila uma experiência singular, impossível de outras formas. Alguns grupos se unem em torno dos caminhos religiosos e místicos, e se tornam quase monastérios; outros buscam um modo de vida do séc. XVII e outros ainda buscam o desprendimento e tentam a coletivização de todos os bens materiais.. Não há regra mas, para ser uma “comunidade intencional”, tem que haver esta “intenção” em torno de valores, que dão a liga à comunidade.
Sem esse conjunto de valores integrando uma cultura, temos apenas um frio e vulgar condomínio igual a tantos com indivíduos solitários trancados em suas habitações. Para que este grupo seja, de fato, libertário, é preciso chegar aos consensos sobre “ o que nos une” com a participação de todos. Quando se chega a isso, novas possibilidades individuais e sociais se realizam.